Força na Peruca! – O Coworking chega aos Salões de Cabeleireiro

Salões de cabeleireiro compartilhados já são uma realidade no Brasil e oferecem redução de custos e ambiente de crescimento para profissionais.

Nos últimos cinco anos os salões de cabeleireiro brasileiros têm passado por uma mudança conceitual muito particular. Antes direcionados apenas para atender o público feminino, hoje esse setor se “libertou” do estereótipo e aproveitou a demanda de uma geração de jovens que consome estilo e a experiência de estar em um lugar com o qual se identifique.

O recente boom das barbearias no estilo “old school”, com o ambiente e profissionais preparados especialmente segundo um conceito vintage é um grande exemplo disso. Durante muito tempo, estes lugares eram encarados como estabelecimentos simples, ao qual os homens iam com objetivo prático de cortar o cabelo ou fazer a barba e não passavam muito tempo por ali.

Salão do HLS Cabeleireiro de Beleza CoworkingFoto: HLS Coworking de Beleza

Atualmente, o cenário mudou: os consumidores deste mercado de agora procuram por estabelecimentos flexíveis, que dialoguem com suas preferências. A tendência da estética retrô que alguns salões trazem vem da ideia de oferecer algo mais que um corte de cabelo:  a experiência de estar ali e fazer parte de algo com o qual o cliente se sinta bem. Salões com estúdios de tatuagem, que oferecem cerveja aos seus clientes são um exemplo.

Essa mudança acompanha também uma demanda por parte dos profissionais do setor, que enfrentam rotinas de muitas horas de trabalho e principalmente em finais de semana.  Muitos sentiam-se frustrados em seguir na carreira pelo alto investimento necessário para abrir um salão. Os móveis para salão de beleza somados aos tributos e contratação de funcionários não saem por menos de R$ 20.000,00.

O obstáculo financeiro impede que muitos profissionais invistam em um próprio empreendimento neste setor. Recentemente, porém, uma tendência estrangeira tem oferecido uma nova perspectiva de atuação na área: um salão de beleza com espaço compartilhado.

“É um mercado muito carente de espaços que levam em conta as necessidades técnicas e financeiras dos profissionais. Historicamente,  cabeleireiros, coloristas, barbeiros e outros profissionais de beleza têm poucas possibilidades de crescer porque o mercado tem modelos perversos. O salão é um ‘sócio guloso’ do profissional autônomo de beleza. O comum é que uma cabeleireira, por exemplo, deixe mais de 60% do que ganha no salão onde trabalha como autônoma. No nosso modelo de trabalho, o ganho fica com o profissional. Cobramos apenas um valor fixo por hora e, além disso, não impomos nada ao profissional”, diz Sylvio Xixo Ekman, sócio proprietário do HLS Coworking de Beleza.

Não é de agora que a economia colaborativa tem ganhado espaço nos mais diversos setores do mercado. Aplicativos de carona e de dividir hospedagem estão entre as ideias de empreendimento de mais sucesso nessa década, e o próprio conceito de coworking tem se expandido cada vez mais. Então, por que não aplicar esse conceito no setor de salões de beleza?

cabeleireiro cortando cabelo no coworking HLS

Foto: HLS Coworking de Beleza

O modelo colaborativo também incentiva o contato direto entre profissionais experientes e  aprendizes, já que o fazem trabalhar lado a lado e compartilhar dos mesmos materiais e equipamentos, além de permitir que os profissionais tenham maior liberdade de criação.

Perfil e aspas do Cabeleireiro Sylvio da HLS Coworking de Beleza

“Para o cabeleireiro é ganhar o que ele considera justo, já que o custo de uso do espaço do HLS é baixo e não atrapalha a formação de preço do profissional. Para os clientes, a vantagem é que o cabeleireiro está livre para criar, sem as amarras de uso de produtos que os salões tradicionais muitas vezes exigem. Além disso,como o cliente costuma ter uma relação amistosa  e emocional com o cabeleireiro eu duvido que ficasse feliz se soubesse que dois terços do que paga ao profissional amigo é embolsado pelo salão. Aqui no HLS isso não acontece e nunca acontecerá! Eu mesmo, como cliente, ficaria muito satisfeito em saber que o que pago vai para o profissional.”

A ideia de dividir um espaço de trabalho não deve ser restrita ao ambiente corporativo ou de escritório, a profissionais que trabalham na frente de computadores. O conceito de coworking é unir pessoas e ideias em um espaço criativo, em que a colaboração esteja não somente na hora de dividir os custos, mas também na troca de experiências e conhecimentos.

As possibilidades que se abrem com o coworking, especialmente ao somar grupos de diferentes especialidades, são tão grandes que ainda temos muito a analisar em relação às possibilidades e a tudo que podemos fazer. O que vem pela frente, nesse mercado, vai nos deixar sem fôlego!”, diz Ekman.

Por isso esse conceito está se espalhando a diferentes nichos de profissionais. É uma ideia tão boa que  é difícil se perguntar por que todo o mercado de trabalho não trabalha assim. Ao mesmo tempo, é importante que cada vez mais esse modelo se expanda e possibilite a profissionais trabalharem de um jeito diferente, em que não haja um único espaço para concretizar suas ideias e crescerem em suas respectivas áreas de atuação.

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Conheça o HLS Coworking de Beleza, na Avenida São Luis, 72, Edifício Itália, Centro – São Paulo.

Agradecemos à equipe HLS pela contribuição para este texto 🙂